Apresentação do Livro "Segredos aos Pedaços" de Tatiana Albino
02 de Junho - 15h30 - Hotel de Turismo de Trancoso
Para mais conhecimento, clika aqui.
Apresentação do Livro "Segredos aos Pedaços" de Tatiana Albino
02 de Junho - 15h30 - Hotel de Turismo de Trancoso
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Poderão encontrar o livro em qualquer uma destas livrarias:
Se tiverem algum problema avisem para eu poder contactar a editora e ela falar com a respectiva livraria....
E vá lá eu sei que as semanas académicas dão um valente desfalque nas contas da juventude...ms pode ser que sobrem uns 7, 50 euros para o gosto da leitura =P
Porque travas as lágrimas antes delas caírem? Deixa-as deslizar na tua pele e tombarem nas minhas mãos.
Há dias em que não sei quem sou, dias em que não reconheço quem me olha com sereno espanto no espelho. Mas nesses dias também sei que quem-não-sei-dizer-que-existe pode ser quem eu quiser. E eu posso permanecer esquecida numa almofada de sofá sem que a vida me incomode.
Mas porque é que fizeste tanta questão em ficar espelhado na janela da minha alma? Eu até te podia ter disponibilizado um espelho bonito, com os berloques do destino à volta, em que a tua figura ficasse nítida e segura.
As sombras dançam à minha frente, brincam atrevidas com a pouca luz no quarto. E o pensamento voa, navega sem asas num espaço interminável a que tu já deixaste de pertencer. As palavras misturam-se e entrelaçam-se à procura dum significado que não existe. A música embala a respiração profunda duma alma sem retorno.
Gostar de ti foi como rebolar por uma encosta de silvas, houve tanta coisa que me fez sangrar. Mas como as silvas têm as amoras tão doces, tão apetecíveis...Eu não me importava de continuar a picar-me para colher esse teu sorriso que reflecte o luar e provar do doce brilho dos teus olhos.
lma. Deixam-se ficar a ver o pôr-do-sol e a pedir-lhe baixinho para se demorar mais desta vez. E há manhãs em que saltitam no sorriso do sol, irrequietas e felizes, em que salpicam os dias de magia. Mas também há dias em que a noite é o único consolo e as palavras se escondem atrás de portas trancadas pelo tempo, se reduzem a feixes de luz esquecidos no amanhecer, a reflexos do céu nas águas paradas.
Sabe tão bem ficar a olhar para ela, sentada no sofá ao meu lado. Os lábios descansados pousados um no outro, tão leves, o seu olhar preso à televisão e as suas mãos frias abandonadas ao acaso no corpo. É tão linda que nem consigo expressar o que sinto por palavras e às vezes tenho tanta vontade de gritar que amo tudo o que nos une…
As letras rectas, desenhadas sem o mais pequeno cuidado, brutas, riscadas com raiva, os traços desalinhados, despreocupados, cruéis.



.I am unwritten, can't read my mind, I'm undefinedI'm just beginning, the pen's in my hand, ending
unplanned.Staring at the blank page before youOpen up the dirty windowLet the sun illuminate the words that you could not find.Reaching for something in the distanceSo close you can almost taste itRelease your innovationsFeel the rain on your skinNo one else can feel it for youOnly you can let it inNo one else, no one elseCan speak the words on your lipsDrench yourself in words unspokenLive your life with arms wide openToday is where your book beginsThe rest is still unwritten


Não procures o sol debaixo dos mal-me-queres, já sabes que não está lá. É escusado deitares o teu corpo na erva e procurares a luz que te dá calor. Vá lá...pareces uma criança. O sol está aqui ao pé de mim, porque não te sentas ao meu lado?Juro que te ponho o sol nas mãos, mas não o procures debaixo das flores, sabes bem que ele não tem razão nenhuma para se esconder...Não enquanto houver flores de todas as cores e feitios, não enquanto tu te divertires a encontrar joaninhas e a juntá-las. Sim, esse é outro hábito estranho, quando um dia te perguntei porque o fazias respondeste com altivez na voz e o balanço de quem adormece um bebé nas palavras, disseste que num planeta tão grande elas andavam todas perdidas e obviamente precisavam que tu as unisses. Para ti é sempre tudo tão óbvio.
O silêncio, o leve balançar do silêncio. O eco da ausência que desfaz a pele queimada da vida. A inconstância do vento que acaricia a alma.
isavam a cauda das ondas.Sorria, o mar conversava com ela, contava-lhe histórias de príncipes e princesas e beijava-lhe os pés com uma languidez poética. O sol queimava-lhe os ombros, atrevido e ciumento, enquanto ela acariciava a areia com o seu corpo. As ondas insistentes reclamavam a sua atenção constante, também o doce balançar do vento lhe sussurava histórias de outros tempos e lhe abraçava a pele num suave e reconfortante toque.A natureza degladiava-se e ela deliciava-se. Num passo mais firme sentiu algo afiado na planta do pé. Um fio de prata com um pendente em forma de estrela. Reluzia fortemente e estava em perfeito estado. Sentou-se na areia seca e enterrou os pés. Enquanto observava com atenção o fio, imaginava as hitórias que ele poderia guardar...e enquanto sonhava acordada, o sol, mais calmo, foi-se aproximando do mar.Ela pôs o fio ao pescoço e voltou a abrir o sorriso para a natureza.
Sentimento estranho que revolve entranhas e destrói sorrisos.
as as noticias eram sempre as mesmas, o mundo estava tão igual. A temperatura abrasadora lá fora não ameaçava aquela sala, recatada, acolhedora, como que um anexo à casa. Fora construída na parte poente e era forrada a vidro. Transbordava luz natural.
7 anos, sentado no sofá a ver o que a televisão lhe dá. Uma avó preocupada que quer que ele lanche. Ele não quer comer nada a menos que tenha chocolate...
Molhou os pés nus na água fria, o cabelo solto dançava-lhe nos ombros e caminhou pela praia até se cansar.
Do meu telhado vê-se o céu, é quase como se pudesse tocar-lhe, como se pudesse tocar as nuvens brancas, feitas de algodão. Quase como se pudesse pôr o sol a brilhar ainda mais.
As mãos caídas no colo cansadas, os olhos fechados num sono inquieto. E sonhava. Sonhava com uma casa perto da praia, com três crianças a correr no jardim, uma menina e dois rapazes. O sonho repetia-se nas tardes solarengas e quentes na soleira da porta.
poluição. Uma noite onde as estrelas não estão plantadas no céu, estão nas ruas de alcatrão, amarelas, verdes, vermelhas...de tantas cores que perdem a beleza na sua ostentação.Jack Johnson - Constellations
The light was leaving in west it was blue
The children's laughter sang
Skipping just like the stones they threw
Their voices echoed across the waves
It's getting late
It was just another night
With a sunset and a moonrise not so far behind
To give us just enough light
To lay down underneath the stars
We listened to Papa's translations
Of the stories across the sky
We drew our own constellations
The west winds often last too long
And when they calm down
Nothing ever feels the same
Sheltered under the Kamani tree
Waiting for the passing rain
Clouds keep moving to uncover the sea
Of stars above us chasing the day away
A way to find the stories that we sometimes need
Listen close enough all else fades
Fades away
It was just another night
With a sunset and a moonrise
Not so far behind
To give us just enough light
To lay down underneath the stars
Listen to all translations
Of the stories across the sky
We drew our own constellations
Rebolas e dás cambalhotas, saltitas animadamente, berlinde da minha alma, como se o mundo inteiro fosse feito de borracha colorida. Não te preocupa o empedrado na estrada nem os degraus danificados na casa da avó.
tua estatura, miúda!". Eu sorri e ripostei que com a minha estatura isso não era difícil. Indiferente à minha diversão continuaste a falar do meu coração, disseste que era feito de gelatina, esticava e resistia mas também partia. Que por ser tão fléxivel deixava entrar muita gente. E esta frase foi dita com uma pitada de ciúme que não conhecia em ti.
Encosta a cabeça ao braço, a alma pesa-lhe menos nesta posição. Os dedos estão frios mas não incomodam, os ombros doem. O frio misturado perigosamente com uma angústia inquieta que vem sabe-se lá de onde. Os lábios estão secos, pregados um no outro, a língua espessa provoca uma dor na garganta que desagrada como engolir xarope amargo. Sente o olhar cansado de quem espera sem saber, de quem dorme sem acordar, de quem descansa num vão de escada esquecido.
ençóis brancos para o fundo da cama, enfia os pés nos chinelos, mecanicamente, e o instinto leva-lhe a mão ao cabelo e depois à boca num bocejo.
incomodam, não fazem barulho nem ficam a saltitar na mente.
Da janela aberta ouviu um suave zumbido, levantou-se e observou, curiosa, a origem do zumbido. De repente, algo brilhou, uma luz amarelada, forte, mágica. Era um pirilampo.
Não lhe pedi que me desse atenção, mas sorriu-me e fechou os olhos, caiu-lhe uma lágrima e desfaleceu encaixando-se nos meus dedos. Foste tu que a magoaste? Foste tu que disseste que não a ias voltar a ver, que já não te importavas com as formas que ela tomava? Como foste capaz de entristecer a lua...Desperdiçaste todos os sorrisos que ela trabalhou para ti, todas as noites que ela esperou por ti e percorreu o céu à tua procura. Sabias que todas as noites, invariavelmente, ela acabou a chorar no mar? E que cada vez que vislumbrava o reflexo da tua luz se recompunha e sorria...e nunca foste capaz de olhar para ela, não sabes de que cor são os seus olhos, pois não?
Havia uma leveza no andar, uma alegria inconsciente no falar e uma sedução ingénua no sorriso. Um passar de dias coloridos, um fluir de palavras sem preocupações...Caminhava despreocupadamente com os braços soltos no balançar das suas pernas, o mundo não lhe pesava nos tornozelos, mas houve alguém que lhe deu a mão. Alguém que lhe tocou os dedos como ninguém tinha feito, alguém que lhe tentou aquecer as mãos sempre geladas, alguém que sem querer ficou preso e por vingança a prendeu. E esse alguém fez questão de desarrumar tudo e perder no meio da confusão algo valioso, algo que agora ninguém quer procurar.
Tenho saudades do tempo em que a vida era leve...E o mundo para mim era feito com quatro casas, uma dúzia de adultos e outras tantas crianças...e eu podia fazer dum banco num barco um carrosel...