30 de dezembro de 2004

Perdoa


Perdoa-me as vezes que choro,
perdoa-me também quando coro.
Não ligues à frieza da lua,
perdoa-me por não ser tua.

Não ouças o múrmurio do rio,
nem queiras calar um rouxinol,
corre na noite um vento frio,
a lua encolhe-se, chora pelo sol...

Perdoa aquela folha que caiu
da árvore que tanto a precisava.
Perdoa o amor que desiludiu
quando soube que te amava.

Perdoa este meu receio
que não me querias perdoar
e a estrada quase no passeio
que não queria incomodar..

Tatiana Albino

2 comentários:

Francisco Albuquerque disse...

Seres imperfeitos
complexos, alheios,
agarramos a vida
amorfos, podres.
Agarramos, loucos,
o cinismo pútrido
duma sociedade imoral,
intolerante, incapaz.
Mas amamos,
sentimos essa força
sensual e livre
que nos prende
nos seduz e reduz
a uma sensação de pequenez,
aliviados numa dor
que queremos sentir
mais e mais
para nos sentirmos grandes,
amados,verdadeiros
sinceros e reais.


Este pequeno poema saiu-me agora.Eu sei que não tem nada a ver com os teus e nem sequer é do mesmo género que os teus. Por exemplo, n uso a rima. Acho isso um constrangimento.
Mas depois de ler os meus poemas tenho uma certeza... gosto muito mais dos teus! De qualquer forma, espero que gostes!
Francisco

Alexx disse...

Temos poeta, sim senhora... Gosto dos teus textos, e também dos teus poemas. Tens alma de poeta, mas a alegria dos teus olhos contradiz a tristeza que se tornou inerente a essa tão rara classe de pessoas. Também gosto da tua alegria :) Continua assim, linda, que tens muito potencial. Um beijo, Xana.