De olhos fechados sente o vento frio na cara. O sol abandona-se suavemente ao fim do dia e pousa no horizonte. Os dias são uma sucessão de desejos e vontades, guerras e batalhas que nem sempre podemos vencer. E, nos intervalos da rotina, há pormenores que enchem as horas de cor e o peito de ar puro.Por vezes os sorrisos são mais do que feições: são frases ditas em silêncio, palavras diluídas em olhares cúmplices. Por vezes, os dias passam com a leveza dos segundos e a naturalidade do movimento das marés. E ela gosta de se sentar numa pedra e fechar os olhos, sentir o vento e respirar fundo. Gosta de saber que há um lugar em que pode descansar a mente e simplesmente apreciar o pôr-do-sol...
