12 de março de 2008

Não me apertes os pulsos

O teu silêncio aperta-me os pulsos. Não sei ser, sozinha, aquilo que me ensinaste a ser contigo. E esta espera põe-me o coração em desassossego. Sem querer, espero por uma palavra tua, algo que me diga que não esqueceste os meus lábios. Não sei como te expulsar do pensamento…não quero esquecer-te, mas não quero lembrar-me de ti. Quero saber arrumar-te, esconder-te no fundo de uma caixa de cartão poeirenta. Encostar-te a um canto escuro e esperar que um dia eu tropece na caixa cheia de coisas indefiníveis e veja o teu sorriso. Talvez nesse dia possa ser eu a dizer-te que não esqueci o teu toque. Por agora vou empurrar-te para o lugar mais recôndito da minha mente. Onde seja difícil encontrar-te nos minutos vazios do dia-a-dia. Porque não gosto que me apertem os pulsos.

12 comentários:

Gavi disse...

tb naum gosto =X

gostei do post, lembrou.m um antigo q já fiz há bué... tds nos temos pessoas q queremos arrumar, deixar ganhar pó pra só dp lembrarmos em paz =D

tu naum és uma delas, és pa ser lembrada a cd passo :P gostiii msmo ns meus dias d lua negra

secretly heaven disse...

Era isto mesmo que precisava de ler hoje :)

Akinogal disse...

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Kazilar disse...

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João Guilhoto disse...

aperta-me os pulsos, aperta-me o coração. O toque rígido e frio da mão nos pulsos frágeis e leves esconde um amor que não se compreende, uma fixação que não conseguimos aceitar e que lança a nossa alma para trás do muro dos sentimentos, à retaguarda...

barb michelen disse...

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ricardo disse...

Se calhar falamos pouco durante a viagem, mas aproveito esta intromissão na tua vida electrónica pra dizer que admiro a tua força e a tua alegria, e até gosto do teu blog ;) Não sei o que te ensinaram, mas espero que connosco tenhas aprendido a ser um pouco mais, mesmo sozinha.

Anónimo disse...

muito bem escrito...e como te percebo...continua a escrever smp...a maravilhar-nos com tudo isto.

e como me vejo neste poema...

Bruno

Orbi disse...

Ler estes textos é uma maravilha! Continua bjs.

Beks disse...

Quando estamos assim ambivalentes, as certezas que construimos em dias solarengos esvaem-se por entre os dedos como a areia fina com que brincámos na praia.
Sem querer esperamos sempre por algo. Um beijo, um toque, uma saudade trazida por um qualquer gesto. Queremos voltar sempre ao que fomos quando não eramos verdadeiramente nós.


(Gostei claro. Dizes tanto de tanta gente aqui que parece que vejo apenas um espelho com uma lágrima minha a cair).

elmary disse...

"Não sei ser, sozinha, aquilo que me ensinaste a ser contigo."
o que seria de mim sem esta minha filhota?
Amo-te.
bjs.

MiLady disse...

fdx.