Está sentado num banco de jardim,
a mente divaga, tenta encaixar as peças do puzzle. Tenta voltar a pôr tudo no lugar,
enquanto tenta encontrar-se a si próprio. E às vezes não lhe

parece tão fácil quando há tantas vozes que lhe dizem o que fazer, o que ser. De cada vez que ele tenta dar um passo a incerteza limita-lhe os movimentos.
Sente-se longe, tão longe de tudo e de todos…adormecido num canto da sua vida sem querer acordar.
A vida passa sem lhe tocar, os sorrisos, os gritos à sua volta não lhe pertencem. Todos os momentos que toca tornam-se estáticos, param no tempo.
Não tem expressão.
Os fragmentos de si estão espalhados nos dias, nas horas que passa sozinho numa introspecção lancinante que lhe esfaqueia o coração pela inércia das palavras. Não diz o que verdadeiramente sente…mas a maioria das pessoas não o faz.
Encosta-se ao banco e não se sente confortável, tem a sensação de que mesmo se estivesse estendido na cama não seria capaz de descansar.
O seu corpo é-lhe estranho e a sua alma não lhe responde. E ele vai
passeando pelos dias até que o seu coração vença a luta que decidiu travar com a sua mente.
....Acho que é desta que volto aos posts com textos... =) fase pós-Segredos Aos Pedaços em livro!